Reciprocidade

"Em psicologia social, reciprocidade refere-se a responder uma ação positiva com outra ação positiva, e responder uma ação negativa com outra negativa. Ações recíprocas positivas diferenciam-se de ações altruístas visto que ocorrem somente como decorrência de outras ações positivas e diferenciam-se de uma dádiva social, visto que esta não é concedida na esperança ou expectativa de respostas positivas futuras.

Ações recíprocas são importantes para a psicologia social visto que ajudam a explicar a manutenção de normas sociais. Se uma significativa proporção da população interpreta a ruptura de uma norma social por parte de outrem como uma ação hostil e se estas pessoas desejam tomar uma atitude (potencialmente custosa) para punir quem infringiu a regra, isto pode assegurar a manutenção da regra na ausência de sanções formais. O ato de punição pode variar de palavras de rejeição até ao completo ostracismo social.
"

Ok, tudo isto é muito interessante.. mas vamos aos fatos, tem uma coisa que me incomoda muito.. Quando será que as pessoas realmente serão recíprocas? Ou seja, se eu realizo uma ação "x", quando é que é que esta ação será retornada à mim com a mesma força e motivação com a qual a primeira  ação foi gerada.

Logo, crio um dilema: Reciprocidade X Expectativas... 

Sabemos desde sempre que o ser humano é totalmente incompreensível, inexplicável, instável e imprevisível, mas então, sendo assim como podemos aplicar a lei da reciprocidade à eles?

Se sabemos que tal feito não é uma regra, como sabemos se uma ação por nós gerada voltará com a mesma intenção e intensidade? Ou melhor, se sabemos que a dúvida da reciprocidade é uma lei constante, porque afinal deveríamos continuar a exercê-la, ou seja, porque eu ainda tenho que gerar uma ação "X" se eu sei que poderei nunca ter esta ação "X" de volta?

Ok, vamos parar de analisar as possibilidades e vamos aos fatos (ou suposições, caso queiram colocar desta forma):
Suponhamos que eu inicie uma amizade com uma pessoa que me parece alguém interessante, leal e de confiança. E que para esta pessoa eu "pense" em contar meus mais íntimos segredos, exatamente pela "transparência" que eu "sinta" que esta pessoa possa ter. Mas ainda estou planejamento, apenas...

Quando afinal eu sei que é o momento certo para "testar" esta "hipótese"? No momento - talvez - que esta pessoa exponha algum fato sigiloso sobre a sua vida? Mas, e se esta pessoa está esperando - da mesma forma - uma ação  minha?

Vamos além dos relacionamentos amorosos, você conhece uma pessoa, começam a sair e acredita que este relacionamento possa dar certo, e então começa a agir de forma carinhosa, no entanto, você não tem a mesma reciprocidade por parte desta outra pessoa, o que se fazer? Provavelmente você se sentirá triste uma vez que não está recebendo o mesmo carinho que tem empregado, mas .. podemos cobrar que a outra pessoa seja tão carinhosa quanto você é? 

Afinal, como devemos encarar a reciprocidade? Ou, em quais circunstâncias podemos criar expectativas a cerca dela? Aliás, podemos??

Se alguém souber a resposta para este dilema, por favor, compartilhe comigo..  

Comentários

Geane Luciana disse…
Adorei o post, pois trabalho com psicologia social, eh o meu dia a dia. parabens
Ludmilla Mourão disse…
pergunta final: DIFICIL
o melhor sempre é receber boas coisas, mais se a pessoa não te corresponde tenho uma ótima reciprocidade para ela: DAR O FORA!!
beijooooo lindona
Thiago Eva disse…
Boa Tarde Silllllllllll!!

Acho que a definição de reciprocidade não deveria levar em conta que o retorno SEMPRE será de igual intensidade em relação à ação inicial.

Acredito que tomamos muitas ações em nossas vidas querendo ter um retorno sim, às vezes até com maiores expectativas do que aquelas que empregamos na ação inicial.

Mas pelo pouco que já vivi, aprendi que nossas ações na grande maioria das vezes não geram o retorno que esperamos. Grande parte desses retornos vêm muito abaixo do que esperamos, e o restante vem com igual intensidade ou acima do que esperávamos, assim surpreendendo-nos positivamente ou negativamente.

Sendo assim, minha filosofia é sempre fazer o que queremos, não gerando expectativas sobre a qualidade do retorno, e sim na qualidade com que tomamos a ação inicial!!!

Falei demais né...rs...beijos! Saudadesssssss! =)
Isis disse…
Penso que há casacos que não servem,assim como as expectativas são o mesmo que prever chuva num dia de sol antecipadamente sem prever mudanças climatéricas.

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