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A vida é uma viagem sem volta...

O tempo está passando tão rápido. Já estamos entrando em junho de 2011, e nem parece.
Parece mesmo que ontem foi dia 1º, não, parece que ontem foi Natal, ainda me lembro de cada detalhe da festa. Está fresquinho aqui na mente.

Quando penso que o tempo está passando tão rápido assim, fico pensando quanto tempo estou perdendo na vida.
Embora eu me lembre de tudo, o que me deixa preocupada é o que eu fiz e principalmente no que eu deixei de fazer neste período.
O que eu tenho feito de bom? No que eu tenho investido meu tempo?

Me lembro que estou assistindo mais TV do que deveria e ficando também na frente do computador – navegando na Internet – mais tempo do que preciso.
(É certo que trabalho o dia todo com um computador, mas somente em casa tenho tempo de ler sobre assuntos que gosto, de ler e-mails pessoais e falar com os amigos/colegas através de sistemas de mensagens instantâneas.)
Também é fato que voltei a estudar e tenho feito alguns trabalhos para o MBA, mas ainda sim não acho tão puxado para me ocupar tanto.
Trabalho eu tenho muito e raramente eu levo para casa, então, o que raios eu tenho feito?
Compras, isto é fato, eu faço muitas compras (mais até do que deveria e/ou poderia) mas eu faço. Isto é um problema!!
Mas percebo que tenho saído cada vez menos, tenho ficado cada vez mais em casa, tenho visto cada vez menos os meus familiares, tenho participado pouco da vida das pessoas que amo.

Já se passaram 6 meses desde que o ano começou e ainda faltam outros 6 meses até ele terminar, e a pergunta que fica é: como vou aproveitá-lo? Como vou impedir que este tempo passe mais uma vez sem eu nada ter feito para adicionar história e emoções a estes dias?

Embora eu já tenha 28 anos, há tanta coisa ainda por fazer... tantos lugares aonde ir, tanta gente para conhecer, tantos assuntos para conhecer, tantos estudos para aprender, é uma vida inteira ainda pela frente que não posso desperdiçar, afinal, “A vida é uma viagem sem volta”. As coisas que não viveremos, as histórias que não faremos, este tempo que perdemos nunca irá voltar.

A preocupação agora é saber se vou ter tempo e coragem e vontade e força para fazer valer todos os meus sonhos e planos.
Para ajudar a pensar sobre isto, deixo o texto abaixo para reflexão e um pedido que, não façam como eu, aproveitem a sua vida. Ela de fato é uma viagem sem volta.

A vida é uma viagem sem volta (Antônio Gonzaga Tomáz)

Quando criança fazia planos de viver uns oitenta ou noventa anos, mais ou menos. A infância se foi em ternas memórias. A juventude me passou qual um redemoinho e a maturidade me deu marcas indeléveis adquiridas na luta pela vida. A meia-idade hoje me pega de surpresa. Não contava em minhas antigas previsões com a possibilidade do desgaste físico, a decrepitude orgânica que as inconseqüências de uma vida pouco regrada me traria. Se você consegue tornar-se um longevo, não quer dizer que terá saúde suficiente para gozar esta etapa de sua vida. Isso depende das suas determinantes genéticas, dos seus hábitos e costumes, do seu estado emocional e do meio econômico e social em que vive. Uma gripe me prostrou há alguns dias e seus sintomas, que há anos atrás não me fariam tantos males, me puseram em pânico. A dispnéia pelo excesso de secreção nos brônquios me remeteram ao desespero de quase-morte por afogamento, vivenciado aos quinze anos de idade em um açude na Paraíba. A artrite e as hérnias de disco vertebral me proporcionam diuturnamente a minha cota diária de dor nesse mundo. A surdez me chega aos poucos pelos tímpanos perfurados por otites médias catarrais crônicas decorrente de rinite alérgica persistente. A visão já não me satisfaz, mesmo com essas lentes constantemente atualizadas pelo oftalmologista. A obesidade por gula, devida à ansiedade; devida, também, ao sedentarismo de um trabalho meramente burocrático, estão me acabando. Já atravessei o Cabo da Boa Esperança do meu trajeto de vida. Vou devagar, quase parando. Vou ver se fico dando voltas e retardando a viagem. Esse é o tipo de jornada que ninguém quer chegar ao final!

Comentários

mulher disse…
Nossa fiquei impressionada com vc falando isso, parece até que fui eu q escrevi isso. Eu não vejo meu tempo passar, e nao onde gasto ele, na verdade até vejo, ele fica perdido todo na internet. Mas eu tbem tenho 28 anos, tbem faço MBA e tbem perco tempo fazendo compras, mas deveria me divertir mais, viajar conhecer pessoas, me distrair, enfim viver a vida e isso tenho feito muito pouco. beijos e espero que possamos a viver mais e aproveitar mais...
Eraldo Paulino disse…
Você poderia por aqui uns gadgets pra gente indicar tectos como este via twitter, email e facebook.

O texto é maravilhoso mesmo.

Bj!

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